às vezes eu tenho vontade de sair daqui, sim. de ir pra um lugar totalmente desconhecido, com coisas totalmente novas. de ver mais colorido, ter mais ânimo.
às vezes eu quero que a próxima encarnação chegue logo e que eu venha uma pessoa com menos karmas. embora eu nem acredite de fato nessas coisas.
eu queria que só amar consertasse tudo...
e que fosse realmente possível aceitar as pessoas do jeito que elas são.
eu queria que o mundo fosse bem mais utópico.
e que felicidade fosse um país de todos.
coke and net
...................................... 'cause I don't like coffee and tv.
2.7.09
éam...
19.6.09
então...
Obviamente eu não fui morar na Argentina. na verdade já cheguei faz tempo...
Durante a viagem, até comecei a fazer um diário de bordo, que prefiro não postar porque ficou muito longo e etc.
Não que eu ande muito ocupada pra atualizar o blog, mas logo depois que voltei do meu tour Buenos Aires - São Paulo - Brasília, fui pra Pedro II [o festival de inverno mais charmoso] e voltei de lá com um dedo fraturado, seguido de um dente do ciso nascendo, inflamando e doendo, e agora uma garganta vermelha que está deixando meu corpo quente. Tudo bem, porque os dias legais compensam tudo isso e eu passei pelo teste do Detran, provavelmente a experiência mais chata da minha vida. Mas meus fiscais foram bem legais [thanks, guys]. Ah! E eu não paguei para eles serem legais.
Agora tô aqui seguindo meus dias de [H]ouse e espera por emprego... Me inscrevi numa pós que deve ocupar meus fins de semana por um ano. Não sei bem ainda o quão irritante isso pode se tornar, mas, por enquanto, tô achando divertido.
Er... É isso.
Uma coisa que eu voltei dessa viagem bem pensando é que eu não quero mais tentar mudar o mundo, nem as pessoas. Eu tô fazendo um grande e incrível exercício pra simplesmente aceitá-las e suportá-las como elas são.
E eu quero ser livre logo. Ah, como eu quero...
19.5.09
15.5.09
meme
xenthi, eu respondi esse meme porque me fez lembrar os cadernos de confidências que a gente respondia na sétima série. eu adoraaaava. sempre achava que ia descobrir algo revelador com eles. e no final não passava de "quem você levaria para uma ilha deserta?". pura emoção.
não vou condenar ninguém não, tá? faz também quem quiser.
onde está seu celular? aqui na minha mesa, do lado da caixa de band-aid
e o namorado? na casa dele... (eu acho hehehehhe)
cor do cabelo? sei lá... marrom mais pro claro?
o que mais gosta de fazer? assim... no mundo todo? ficar com ele.
o que você sonhou na noite passada? que eu tava arrumando um monte de comida pra levar pra casa do namorado. comoassim?
onde você está? em casa. em cima da cama, que eu arrastei até a mesa do computador. sedentarismo mode on.
onde você gostaria de estar agora? tô diboua aqui mesmo.
onde você gostaria de estar em seis anos? numa casa minha, bem grande e bem cara.
onde você estava há seis anos? no esquema escola-cinema-clube-televisão.
onde você estava na noite passada? em casa.
o que você não é? legal.
o que você é? chata. dã.
objeto do desejo? eu sempre quis ter um notebook. pra nada mesmo... só pra ter.
o que vai comprar hoje? hoje? são 10 pra meia-noite. acho que mais nada...
qual sua última compra? roupas de frio e bota. oi? eu moro em Teresina.
a última coisa que você fez? assisti [H]ouse.
o que você está usando? short e camiseta (que eu pintei).
na TV? nada.
seu cachorro? um poodle irritante e gay.
seu computador? funcionando dia e noite.
seu humor? uma bosta.
com saudades de alguém? sempre. até de mim mesma...
seu carro? você quis dizer "o carro da sua mãe"?
perfume que está usando? natura, lua.
última coisa que comeu? biscoito com requeijão, indagorinha.
fome de quê? emprego.
preguiça de… ? existir,
próxima coisa que pretende comprar? besteiras em Buenos Aires. desculpaê, tá?
seu verão? de janeiro a janeiro.
ama alguém? sim sim.
quando foi a última vez que deu uma gargalhada? terça, na casa dele.
quando chorou pela última vez? até um comercial de margarina me faz chorar...
6.5.09
sobre não perder a esperança
meu avô, Carlos, tem 89 anos.
ele tá há cerca de 45 dias numa uti, com vários problemas que nos levam a crer que ele não volta pra casa.
a minha avó, Clara, tem menos que ele. uns 86, talvez. não tenho certeza...
outro dia ela resolveu ir pra cozinha, fazer um doce de goiaba.
quando o doce ficou pronto, ela lavou o maior pote, encheu até a tampa e colocou um rótulo:
por favor respeitem, esse doce é exclusivamente do Carlos.
4.5.09
home is where the heart is
Sabe, a minha mãe. Ela definitivamente não é uma pessoal feliz hoje em dia. E é dessas infelicidades que consomem tanto a gente, que chegam a confundir... E eu chego a esquecer de uma imagem dela feliz. Eu sei que existiu, é claro. Em algum aniversário meu, ou quando eu nasci, ou quando ela tocava violão e saia com os amigos.
Não se pode dizer que ela não viveu nada... Ela teve romances, morou em outra cidade, fez alguns cursos, ganhou bem, se vestiu de várias formas, pintou várias telas... Até compôs e escreveu um livro de poesias. Esse não parece o histórico de uma pessoa infeliz.
E eu me lembro mesmo... Da gente aqui em casa e todos os meus amigos gostando dela. Lembro da gente indo ao shopping, pra se entupir de fast food. Já fizemos coisas muito divertidas. E eu já cheguei a publicar neste ou no outro blog (não vou procurar agora) que eu tinha a melhor amiga-mãe do mundo. Assim... Com essas palavras. E eu nem sei exatamente em que momento... Mas sei [e bem sei] que isso tudo se perdeu. E hoje é quase o oposto. Pode ser cruel, mas não seria exagero afirmar que ela é o meu maior motivo de infelicidade. Porque eu só me sinto bem quando estou ignorando as coisas que ela me disse ou fez. E só me daria bem com ela de novo se ela mudasse a postura dela. Na vida mesmo. Porque eu sei que todos passamos por dificuldades. E umas são piores que as outras (embora esse seja apenas um ponto de vista), mas... É importante tentar... Tentar ser alguém melhor sempre, por maiores que sejam as dificuldades.
Eu queria muito... Voltar a ter paz dentro de casa.
Home is where the heart is? My heart is not here.
28.4.09
sobre ídolos e afins
Quando eu tinha uns 15 anos (talvez um pouco mais), lembro de ter escrito uma carta pro Marcos Mion. Eu ia mandar pra MTV (ele fazia o Piores Clipes do Mundo). Acabei nem mandando... Achei outro dia aqui em casa e rasguei, envergonhada. Na época mandei o que eu queria dizer por email mesmo. Eu acreditava piamente que ia receber uma resposta. Eu achava que meu email tinha sido irreverente e original – que nem ele – e que ele ia perceber isso, se identificar e responder. Com o passar das semanas eu acreditava que chegaria ao menos um email padrão de resposta. Mas nada chegou... O tempo foi passando e eu esqueci. Preferi pensar que ele era mesmo muito ocupado, e que deveria receber milhares de emails por dia. Era até natural que não respondesse...
Foi minha primeira tentativa de aproximação com um ídolo. Frustrada.
Anos depois, li a Teoria Pedestáltica, que me fez acompanhar o Registro Dissonante, blog que leio até hoje. Na época que achei coisalindadedeus uma pessoa conseguir compreender e associar tão bem os sentimentos às músicas. Mandei um email pro autor, elogiando, avisando que o linkaria no meu blog (que não é esse, nem esse. É o primeiro que eu tive e não existe mais). Mais uma vez não obtive resposta.
E dessa maneira assim distante sempre foi minha relação com ídolos. Na verdade nem sei como elas nasciam, mas nunca chegaram a ser idolatrias de fato. Eram só pessoas que eu admirava. E não eram muitos, nem significativos. Tanto que quando eu ia responder aqueles questionários infantis eu sempre ficava sem saber o que colocar... E respondia “Jô Soares” ou “minha mãe” – ele só porque ser a primeira pessoa inteligente que vinha à minha cabeça. E ela só por falta de outro símbolo feminino.
Hoje então... Acho que não tenho nenhum. Tem alguns músicos que eu gostaria muito de conhecer (leia-se: ir ao show). Mas se fosse pra escolher um ídolo, ou melhor, alguém que eu admiro muito, etc., escolheria um tio meu. Ele é um estilo de vida a ser seguido. E sempre responde meus emails.